Estudante constrói robôs que ajudam a salvar vidas

Estudante constrói robôs que ajudam a salvar vidas

Mirza Samnani estima que construiu mais de 100 robôs, sua trajetória na criação de robôs começou quando ainda era criança.

Seguindo conselhos de seu professor e de sua mãe, Sammani começou a desenvolver soluções que poderiam ajudar sua comunidade e com a pandemia de covid-19, novas ideias foram surgindo.

Se pudermos explorar Marte e Júpiter remotamente”, observou ele, “devemos ser capazes de descobrir como fazer essa tecnologia funcionar em um ambiente hospitalar”.

Com peças que Sammani tinha de suas invenções robóticas, foi construído um protótipo para um robô de assistência médica que entregaria alimentos e remédios nos hospitais de campanha para assistência a covid-19 na Índia.

O principal objetivo era minimizar a exposição das equipes da linha de frente que tem um maior contato com pacientes infectados, além de poupar o tempo desses profissionais para que podessem dar assistência a outros pacientes.

O robô é equipado com tanque e um aparelho de pulverização, que dispersa desinfetante por toda a unidade de tratamento, além disso o braço do robô possui sensores capazes de determinar a temperatura, frequência cardíaca e nível de oxigênio do paciente.

Assim que o paciente coloca o dedo, o médico pode ver os dados remotamente de um local seguro”, explicou Samnani.

Através de um tablet acoplado no robô, médicos e familiares podem interagir com pacientes a uma distância segura.

O nariz ou boca do robô é, na verdade, uma câmera”, disse Samnani.

O robô também foi usado para empilhar bandejas de comida e entregá-las aos pacientes.

E este não foi o único robô criado por Sammani, com o propósito de auxiliar os profissionais da linha de frente.

Samnani construiu o que se tornou o primeiro dispositivo de RCP automatizado da Índia após calcular a taxa e pressão exatas necessárias para conduzir a RCP, o que fez com que um paciente, cuja frequência cardíaca havia caído para números gravemente baixos, foi reanimado quando os médicos posicionaram o dispositivo sobre o peito do paciente e permitiram que ele começasse a funcionar.

Agora Sammani está concluindo seu mestrado em engenharia aeroespacial na Georgia Tech e está ajudando a desenvolver robôs rover que podem ser usados para detectar sinais de vida no espaço, e ele espera um dia gerenciar uma missão espacial.

 

FONTE: Georgia Tech

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