Oitoª edição terá 65 mesas de debates, exposições, música, cinema, esporte popular e atividades para crianças no centro da capital paulista.

A oitava edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) começa na próxima quarta-feira e segue até domingo, com programação gratuita na região central de São Paulo. Segundo a Agência Brasil, o festival terá mais de 180 convidados distribuídos em 65 mesas de debates.

Os eventos serão realizados no Espaço Cultural Elza Soares, no Café Colombiano, no Pratododia, no Sol y Sombra Bar e na Central 1926. Desde 2018, a Flipei se apresenta como um espaço de resistência cultural e de discussão sobre pensamento crítico.

A programação inclui conversas sobre os ataques israelenses à Palestina, maternidade, tarifa zero, psicoativos e saúde mental, direito ao aborto, violência racial e de gênero, justiça climática, inteligência artificial, publicações independentes e bibliodiversidade.

Entre os convidados internacionais estão Ruth Wilson Gilmore, referência no debate sobre abolicionismo penal e sistema prisional; o jornalista Gideon Levy; a ativista Medea Benjamin; o cientista político Augusto Nimtz; o historiador Rick Blackman; e a poeta e tradutora Tal Nitzan.

O festival também reunirá nomes brasileiros como a deputada Luiza Erundina, a escritora e ativista Cida Bento, a escritora Cidinha da Silva, a líder indígena Txai Suruí, o filósofo Vladimir Safatle e os jornalistas Jamil Chade e Xico Sá. O ativista Thiago Ávila também está entre os participantes anunciados.

Exposição sobre o funk será remontada

Durante a Flipei, será remontada a exposição Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade, com curadoria da dançarina, pesquisadora e produtora cultural Renata Prado. Parte do acervo original será exibida na Central 1926, na Praça da Bandeira, 137.

De acordo com a fonte, a mostra teve o encerramento antecipado no Museu da Língua Portuguesa em maio, após ataques de parlamentares de extrema direita e investigações do Ministério Público. A organização da Flipei classificou a remontagem como uma resposta ao fechamento da exposição e afirmou que o festival reafirma seu papel de espaço para manifestações periféricas e insurgentes.

Esporte popular e atividades para crianças

Uma novidade desta edição é a inclusão do esporte popular como forma de resistência, ação social e cuidado coletivo. Estão previstos campeonatos de pebolim e atividades de boxe popular.

O evento terá ainda mais de 150 expositores, mais de dez atrações musicais, sarau, jogos, exibições de filmes e a Zona Piratinhas, dedicada às infâncias com perspectivas indígena e afro-brasileira. A organização informou o envolvimento de 70 trabalhadores diretos e quase 500 indiretos da cultura e do mercado editorial.

Fonte: Agência Brasil — Cultura, conforme conteúdo jornalístico fornecido sobre a programação da Flipei..