O ex-bispo australiano Christopher Saunders foi condenado a seis anos e meio de prisão por abusar sexualmente de dois jovens indígenas durante o período em que atuava como clérigo católico. Ele poderá pedir liberdade condicional a partir de fevereiro de 2031.

Saunders, de 76 anos, foi considerado culpado de uma acusação de estupro e 12 de agressão indecente. Ele renunciou ao cargo de bispo de Broome, no estado da Austrália Ocidental, depois que as primeiras acusações vieram a público, em 2020.

Durante o julgamento, foi apresentada a acusação de que Saunders submetia os dois jovens a um processo sistemático de aproximação e manipulação. Ele os convidava para encontros chamados de “shirts-off”, oferecia bebidas alcoólicas e usava, com frequência, recursos financeiros e propriedades da Igreja para organizar essas ocasiões.

A condenação inclui episódios de beijos e toques de natureza sexual e, em um dos casos, a imposição de sexo oral a uma das vítimas. Em uma declaração lida no tribunal, esse jovem afirmou que teve dificuldade para falar sobre o ocorrido e disse: “Eu era um brinquedo que ele usava”.

Saunders está entre os mais altos representantes da Igreja Católica no mundo a enfrentar acusações dessa natureza.