A Força-Tarefa de Superinteligência da Casa Branca realizou sua primeira reunião desde a criação do grupo, no fim do mês passado. O encontro tratou dos riscos associados à inteligência artificial e de formas de aprimorar a resposta do governo americano a possíveis incidentes.
Sob liderança do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, a força-tarefa aprovou a elaboração de protocolos para que laboratórios comuniquem antecipadamente ao governo violações, invasões, tentativas de burlar as restrições de sistemas — conhecidas como jailbreaks — e outros problemas relacionados aos modelos de IA.
O grupo terá duração inicial de 120 dias, conforme o estatuto aprovado na reunião. A iniciativa foi criada após a assinatura do Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência, em 29 de setembro, com a missão de implementar o documento e preservar a liderança dos Estados Unidos no desenvolvimento da tecnologia.
Entre as medidas previstas está a solicitação de um relatório ao Conselho de Consultores em Ciência e Tecnologia do presidente sobre riscos em três áreas: cibersegurança e proteção de infraestruturas críticas; biossegurança e aplicações de uso duplo; e controle e responsabilização de modelos de inteligência artificial.
A força-tarefa também criou um grupo de trabalho para colocar o acordo em prática, sob coordenação de Clayton e do diretor nacional de cibersegurança, Sean Cairncross. O governo pretende ainda formar estruturas de cooperação com laboratórios de IA avançada, órgãos de defesa do consumidor, autoridades policiais e parceiros dos setores público e privado.
Outro grupo deverá avaliar a proteção de infraestruturas críticas. Também está prevista a criação, em conjunto com o Departamento do Trabalho, de um protocolo para a produção periódica de relatórios sobre os efeitos da superinteligência na força de trabalho e na economia dos Estados Unidos.
No anúncio da iniciativa, o presidente Donald Trump afirmou que a força-tarefa teria como objetivos proteger os interesses e melhorar a vida dos americanos. O grupo também deverá manter diálogo com empresas de tecnologia, organizações de defesa do consumidor, entidades de liberdades civis, representantes da indústria e agências federais e estaduais de aplicação da lei.


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