O incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, destruiu a fachada, danificou equipamentos e deixou marcas de fogo nas paredes do edifício. O local abrigava laboratórios de genética, farmácia e informática, além de uma unidade dedicada a estudos sobre a Covid-19.
As chamas começaram por volta das 19h30 da quarta-feira (7) e só foram controladas no dia seguinte. A reitoria estima que os danos cheguem a R$ 100 milhões, mas o prejuízo total ainda não foi contabilizado.
O prédio de dois pavimentos já funcionou como Restaurante Universitário e também foi sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Entre os danos observados estão aparelhos de ar-condicionado derretidos pelo calor e equipamentos dos laboratórios atingidos pelo fogo.
Professores e estudantes que realizavam pesquisas no local relataram perdas em trabalhos relacionados a câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista (TEA). Técnicos da Defesa Civil estiveram na universidade na manhã seguinte, mas não conseguiram fazer a vistoria porque os bombeiros ainda atuavam no combate às chamas.
Esse foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. O primeiro ocorreu em 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física, e o segundo atingiu outro laboratório do Centro de Biociências, no domingo (4). Não houve feridos nos três casos. A Polícia Federal investiga se o incêndio mais recente foi criminoso e deve realizar uma perícia no local.


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