Promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentaram novas acusações contra Nicolás Maduro e Cilia Flores em um tribunal de Nova York. Segundo a acusação, o casal e outros líderes venezuelanos usaram violência e ameaças para reprimir a oposição política.
O procurador federal James M. McDonald afirmou que as agressões incluíam assassinatos, ameaças contra familiares de vítimas, choques elétricos, asfixia, privação de alimentos, confinamento em celas de punição, espancamentos e estupros.
As novas acusações se somam a quatro crimes pelos quais Maduro e Cilia já respondem: conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse e conspiração para obter metralhadoras e outros armamentos. Se forem condenados, os dois podem receber prisão perpétua.
Maduro e Cilia se declararam inocentes. A defesa sustenta que eles não deveriam ser julgados em um tribunal americano por terem exercido funções de governo em um país estrangeiro.
As Forças Armadas dos Estados Unidos capturaram o casal em uma operação realizada na Venezuela em 3 de janeiro de 2026. Desde então, ambos estão detidos em um centro no Brooklyn, em Nova York. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.
Em uma audiência, o advogado de Cilia pediu que ela pudesse cumprir prisão domiciliar em Nova York até o julgamento para tratar problemas de saúde. O juiz rejeitou o pedido.


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