O estado de Nova York declarou emergência por desastre devido a um surto de sarampo, em um momento de aumento de casos da doença nos Estados Unidos. A medida amplia temporariamente a autorização para que profissionais de saúde administrem vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR).

A governadora Kathy Hochul informou que Nova York contabilizou 108 casos até 3 de outubro. Sete ocorreram na cidade de Nova York e 101 em outras áreas do estado. A declaração permanecerá válida até 4 de novembro.

De acordo com o decreto, 92 casos foram registrados desde 15 de julho em algumas comunidades rurais com índices de vacinação insuficientes. Na vizinha Pensilvânia, autoridades informaram que o número de casos superou 1.000 neste ano, configurando o maior surto registrado nos Estados Unidos nas últimas três décadas. Também houve surtos no Texas, em Utah, Ohio e na Carolina do Sul.

Especialistas relacionam o avanço da doença à queda das taxas de vacinação abaixo de 95%, percentual considerado necessário para evitar surtos. Críticos afirmam que a redução foi impulsionada pelo crescimento do movimento antivacinação e pela atuação de defensores dessa posição dentro do governo do presidente Donald Trump, incluindo o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.

Os Estados Unidos haviam eliminado a transmissão doméstica do sarampo em 2000. O último surto com mais de 1.000 casos ocorreu ao longo de vários anos em Nova York, no início da década de 1990. Em novembro, autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde devem avaliar se os Estados Unidos e o México manterão o status de países livres do sarampo. A entidade destacou a importância de altas taxas de vacinação, vigilância epidemiológica e resposta rápida aos surtos para interromper a transmissão.