A Força Aérea de Omã retirou 10 tripulantes de um petroleiro com bandeira do Panamá após um ataque no Estreito de Ormuz. O navio On Peace foi atingido na terça-feira a 9 milhas náuticas, cerca de 17 quilômetros, do porto omanense de Limah, informou o Ministério da Defesa de Omã. O impacto provocou um incêndio a bordo.

Os tripulantes foram levados ao hospital de Khasab, na província de Musandam, onde receberam atendimento médico. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque até o momento.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que 12 dos 19 integrantes da tripulação ficaram feridos. Entre os feridos, 11 eram indianos; ao todo, 17 pessoas a bordo tinham nacionalidade indiana. O governo indiano classificou como motivo de “profunda preocupação” a sequência de ataques contra embarcações na região e pediu a interrupção imediata dessas ações.

A segurança no Estreito de Ormuz se deteriorou durante a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Irã passou a controlar efetivamente o tráfego na passagem marítima após o início do conflito, em 28 de fevereiro, e tem atacado navios comerciais que não seguem a rota designada pelo país. Teerã também afirmou que pretende cobrar das embarcações pela passagem.

Pelo menos outros sete incidentes envolvendo petroleiros foram registrados na semana anterior, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks. Apesar dos ataques, as exportações de petróleo do Oriente Médio voltaram nas últimas semanas a níveis próximos aos do período anterior à guerra. A média móvel de sete dias chegou a 18,3 milhões de barris por dia em 30 de setembro, ante cerca de 18 milhões de barris diários na média dos 12 meses anteriores.

Os preços, contudo, permanecem elevados. O petróleo Brent era negociado a US$ 101,51 por barril na terça-feira, contra US$ 72,48 no dia anterior ao início do conflito.