A Petrobras identificou uma segunda ocorrência de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas. O poço está localizado em águas ultraprofundas, a 2.886 metros de lâmina d’água e a 175 quilômetros da costa do Amapá.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o resultado aumenta as expectativas sobre a abertura de uma nova fronteira exploratória no país. Segundo ela, ainda não é possível garantir a viabilidade comercial da descoberta, embora os indícios apontem nessa direção.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da bacia possa chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. A primeira descoberta no poço Morpho havia sido anunciada em agosto.

A conclusão dos testes e das manobras no poço está prevista para o fim de outubro. Depois, a sonda deve seguir para o Rio Grande do Norte, onde está prevista a perfuração do prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.

Na Foz do Amazonas, a Petrobras planeja mobilizar uma nova sonda no primeiro trimestre de 2027 para perfurar três poços de delimitação. O objetivo será avaliar o volume das jazidas e definir a comercialidade.

A exploração também é alvo de questionamento judicial. O Ministério Público Federal pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região a suspensão da licença ambiental e a paralisação das atividades no bloco FZA-M-59. O órgão citou um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico ocorrido em janeiro e alegou falta de consulta prévia a povos indígenas e comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará.