Integrantes do Partido Liberal (PL) demonstram preocupação com os próximos levantamentos eleitorais e avaliam que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas pode influenciar os rumos do segundo turno da eleição presidencial. A análise interna foi divulgada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo.

Segundo as informações, a cúpula do partido considera as pesquisas da Quaest e do Datafolha previstas para esta semana fundamentais para avaliar o cenário eleitoral. A avaliação é de que um crescimento de Lula nas intenções de voto até o fim da semana poderia ampliar suas chances de reverter a disputa contra Flávio Bolsonaro.

Mobilizações populares entram no radar da campanha

Outro fator que preocupa integrantes do PL é a repercussão das manifestações em apoio a Lula. Atos realizados na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, teriam despertado receio dentro do partido sobre a possibilidade de a mobilização popular se refletir nas urnas.

Publicamente, aliados de Flávio Bolsonaro procuram minimizar o impacto das manifestações. Nos bastidores, porém, segundo a reportagem, existe preocupação com a capacidade desses atos de ampliar o apoio ao candidato petista.

Como resposta, Flávio convocou apoiadores para uma manifestação na Avenida Paulista, marcada para domingo, 18 de outubro.

PL trabalha com diferentes cenários eleitorais

De acordo com a análise atribuída à cúpula do partido, a evolução das pesquisas até sexta-feira, 16 de outubro, será determinante para a avaliação da campanha.

Caso Lula apresente crescimento nas sondagens, integrantes do PL consideram que a possibilidade de uma virada eleitoral ganha força. Por outro lado, se o presidente não avançar nas intenções de voto, a campanha avalia a possibilidade de perda de eleitores em relação ao primeiro turno.

Uma das hipóteses levantadas envolve o comparecimento às urnas. Sem disputas para governador em 20 estados, a equipe avalia que parte dos eleitores de Lula poderia perder o estímulo para votar caso não haja crescimento nas pesquisas.

O cenário, no entanto, dependerá dos próximos levantamentos e do comportamento do eleitorado até a votação, prevista para 25 de outubro.