A Polícia Civil investiga a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. O veículo foi localizado por volta das 19h15 de quarta-feira, na Estrada da Fazenda Aliança.

Uma testemunha que passava pelo local acionou a Polícia Militar e tentou conter as chamas usando uma máquina escavadeira para cobrir o automóvel com terra. A identificação do magistrado foi feita por meio de uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen e da conferência de documentos encontrados na carteira dele.

Imagens de monitoramento mostram Gustavo em um posto de combustíveis cerca de 35 minutos antes de o carro ser encontrado. Ele aparece carregando um galão, solicita o abastecimento, paga e deixa o local. Os investigadores chegaram ao estabelecimento após refazerem os últimos passos do juiz e identificarem uma transação em seu cartão bancário.

Ainda não foi confirmado oficialmente qual combustível foi colocado no recipiente. Peritos, porém, relataram ter percebido um forte cheiro de gasolina no local onde o veículo pegou fogo.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita. Segundo o delegado da Delegacia de Investigações Gerais, Jorge Mazzi, a apuração está em estágio inicial e é conduzida sob sigilo. Nenhuma hipótese foi descartada e, até a última atualização, não havia prisões.

Gustavo de Castro Campos nasceu em Mogi das Cruzes, formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e começou a carreira como advogado em 2004. Também atuou como delegado de polícia no Espírito Santo. Ingressou na magistratura paulista em 2014 e trabalhou nas comarcas de Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro.

Desde 2021, o juiz era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa. Ele morava em São João da Boa Vista.

O Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou uma nota de pesar, destacando a dedicação e as contribuições do magistrado e manifestando solidariedade à família e aos amigos. A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Mococa também lamentou a morte e afirmou que Gustavo era respeitado pela cordialidade e pela sensibilidade no relacionamento com advogados e com a comunidade. Ainda não havia informações oficiais sobre o velório e o sepultamento.