Tanto as proteínas de origem vegetal quanto as de origem animal podem fazer parte de uma alimentação voltada à manutenção e ao ganho de massa muscular. Especialistas destacam que a diferença entre elas está principalmente na composição nutricional e na forma como são incluídas na dieta.

Carnes, ovos, leite e derivados costumam apresentar uma composição mais equilibrada de aminoácidos. As fontes vegetais também fornecem os nove aminoácidos essenciais, mas em proporções diferentes. Por isso, a recomendação é variar e combinar alimentos vegetais para ampliar o perfil nutricional da refeição.

A combinação de arroz e feijão é um exemplo tradicional de alimentos vegetais com aminoácidos complementares. Para a cozinheira vegetariana Talita Flor, esse hábito facilita a adoção de uma alimentação sem carne no Brasil, já que a dupla faz parte da cultura alimentar do país.

A escolha da fonte de proteína também deve levar em conta outros aspectos da saúde. Segundo a nutricionista Alice, da USP, alimentos de origem animal tendem a conter mais gordura saturada, enquanto os vegetais apresentam maior quantidade de fibras, que contribuem para o funcionamento intestinal e a sensação de saciedade. Pessoas com maior risco de doenças cardiovasculares podem precisar de atenção especial ao consumo de alimentos de origem animal.

Em uma comparação apresentada por especialistas, pratos com peixe e com proteína de soja tinham cerca de 25 gramas de proteína, apesar de utilizarem fontes diferentes. O exemplo reforça que o resultado depende menos da origem isolada do alimento e mais do conjunto da alimentação e da quantidade consumida ao longo do dia.

O treinamento de força continua sendo o principal estímulo para o aumento da massa e da força muscular. O nutricionista e fisiologista do exercício Hamilton Roschel, da USP, afirma que a proteína atua como complemento e não produz ganho muscular sozinha. Suplementos, portanto, não devem substituir as refeições.