Três militares morreram após a queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. O acidente ocorreu durante a tarde, em uma área próxima à cabeceira da pista, e mobilizou equipes de resgate e investigação.

As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Resende. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado da PM mineira e eram os únicos ocupantes da aeronave.

O avião, identificado como Pegasus 17, era um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. Segundo a Polícia Militar, a aeronave partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 e chegou ao Aeroporto Regional do Vale do Aço às 16h02.

A corporação informou que a tripulação realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico destinado a avaliar e manter a qualificação dos pilotos. A aeronave também era empregada em outras missões, incluindo o transporte de órgãos para transplantes.

Ainda conforme a PM, não havia indicação inicial de problemas com documentação, manutenção ou habilitação da tripulação. A corporação afirmou que o avião estava com a manutenção em dia e havia passado por modernização e atualização de equipamentos.

Informações preliminares baseadas em dados de monitoramento aéreo apontam que a aeronave teria feito uma arremetida e, em seguida, uma curva à esquerda antes da queda. Essa dinâmica ainda não foi confirmada oficialmente e será analisada pelos investigadores. Também não há informação divulgada sobre eventual pedido de socorro ou comunicação de emergência feita pela tripulação.

A apuração ficará sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com apoio de peritos da Polícia Civil, equipes da Aeronáutica e outros órgãos especializados. A investigação deverá examinar os destroços, os registros operacionais e os últimos momentos do voo para determinar as causas do acidente.