Dispositivos médicos baseados em inteligência artificial passarão a ser monitorados continuamente no Reino Unido, inclusive depois de receberem autorização para uso. A mudança substitui a ideia de uma única avaliação de segurança antes da liberação e busca acompanhar o desempenho das ferramentas ao longo de sua utilização na prática clínica.

O governo britânico aceitou as 44 recomendações de um relatório sobre a aprovação de dispositivos médicos com IA. Um plano completo de implementação deverá ser publicado até a primavera de 2027, enquanto uma versão preliminar está prevista para o fim deste ano. O documento estabelecerá metas e prazos para aplicar as mudanças em todo o Serviço Nacional de Saúde (NHS).

Lawrence Tallon, diretor-executivo da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), afirmou que outros países têm procurado o Reino Unido para conhecer a abordagem adotada. Ele destacou a crescente complexidade de sistemas capazes de evoluir e se adaptar durante o uso por profissionais de saúde.

A MHRA também abrirá inscrições para a terceira fase do programa AI Airlock. A iniciativa terá como foco a vigilância após a entrada dos produtos no mercado e o acompanhamento dos dispositivos durante todo o ciclo de vida, depois que começarem a ser utilizados em atendimentos clínicos. O Reino Unido afirma estar desenvolvendo regras abrangentes para esse tipo de tecnologia.