O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército condenado pelo ataque que matou 13 pessoas em 2009 na base de Fort Hood, no Texas. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

A decisão ocorreu após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Caberá ao secretário do Exército definir a data e o local da execução. Hasan, cidadão americano de ascendência palestina, poderá ser o primeiro integrante das Forças Armadas dos Estados Unidos executado em mais de seis décadas.

Hasan foi condenado à morte em agosto de 2013 por um tribunal militar, que o considerou culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio. O ataque ocorreu em uma unidade médica da base e deixou 12 soldados da ativa e um militar aposentado mortos, além de 32 feridos. Hasan foi detido no local após ser baleado e ficar parcialmente paralisado.

Durante o julgamento, Hasan afirmou que havia cometido o ataque para impedir que os militares fossem enviados ao Afeganistão e matassem muçulmanos. O episódio aconteceu poucas semanas antes de sua própria transferência prevista para aquele país. Ele praticamente não apresentou defesa no processo.

Execuções militares nos Estados Unidos são raras e dependem de autorização presidencial prevista no Código Uniforme de Justiça Militar. Em abril, o governo Trump acrescentou o fuzilamento, a asfixia por gás e a eletrocussão à lista de métodos permitidos. A última execução de um militar americano ocorreu em 1961, por enforcamento; o último fuzilamento militar conhecido foi realizado em novembro de 1945, por meio de disparos de mosquetes.