Senado vota aumento no número de deputados federais às vésperas do prazo determinado pelo STF

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Senado vota aumento no número de deputados federais às vésperas do prazo determinado pelo STF
Foto: (Waldemir Barreto/Agência Senado)
Projeto eleva total de cadeiras de 513 para 531 a partir das eleições de 2026; impacto anual pode ultrapassar R$ 64 milhões

O Senado Federal pautou para esta quarta-feira (25) a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 177/2023, que propõe o aumento do número de deputados federais a partir das eleições gerais de 2026. A medida, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), eleva o número de parlamentares na Câmara dos atuais 513 para 531.

A proposta surge como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a readequação do número de cadeiras por estado com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo IBGE. O STF estipulou o fim de junho como prazo final para essa revisão, sob risco de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumir a tarefa caso o Congresso não delibere até o prazo.

Ao invés de redistribuir os assentos existentes — o que implicaria reduzir cadeiras de estados que perderam população —, o projeto opta por ampliar o número total de vagas, evitando cortes nas bancadas atuais. A decisão, no entanto, terá impacto fiscal: a direção-geral da Câmara estima que os 18 novos deputados representarão um custo adicional de R$ 64,4 milhões por ano ao orçamento público.

Estados que ganham cadeiras

Se aprovado, o PLP 177/23 alterará a composição das bancadas estaduais da seguinte forma:

Estado Deputados Atuais Deputados Propostos Variação
Pará 17 21 +4
Santa Catarina 16 20 +4
Amazonas 8 10 +2
Mato Grosso 8 10 +2
Rio Grande do Norte 8 10 +2
Ceará 22 23 +1
Minas Gerais 53 54 +1
Goiás 17 18 +1
Paraná 30 31 +1

Com o aumento, a nova composição da Câmara passará a refletir, ao menos parcialmente, as mudanças populacionais registradas pelo IBGE. Estados que cresceram demograficamente nos últimos anos, como Pará e Santa Catarina, serão os maiores beneficiados.

Próximos passos

Para entrar em vigor, o projeto precisa da aprovação do Senado e, em seguida, sanção presidencial. Caso o Congresso não aprove a proposta até o final de junho, o TSE ficará responsável por redistribuir as cadeiras com base nos critérios determinados pelo STF — o que pode incluir cortes em bancadas estaduais de estados que perderam população, algo que o Legislativo buscou evitar.

A proposta, contudo, tem gerado controvérsia. Críticos apontam que, além do aumento de gastos públicos, o projeto ignora a possibilidade de promover um equilíbrio real entre as regiões, privilegiando apenas o crescimento numérico sem rever distorções históricas na representação proporcional.

A sessão desta quarta-feira no Senado deve ser decisiva para definir o novo arranjo político da Câmara dos Deputados a partir do próximo pleito nacional.

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