Seis pacientes recebem órgãos contaminados com HIV em caso inédito no Brasil

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Seis pacientes que estavam na fila de transplantes da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) testaram positivo para o HIV após receberem órgãos contaminados com o vírus da Aids, em um caso inédito na história do país. O incidente foi revelado após um dos pacientes, que recebeu um coração, apresentar sintomas neurológicos nove meses após o procedimento. Todos os receptores dos órgãos, com exceção de um, que recebeu uma córnea, agora possuem o vírus.

O governo do Rio de Janeiro abriu uma sindicância para investigar e punir os responsáveis, enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público também conduzem investigações. De acordo com técnicos da Anvisa, os exames de sangue realizados nos doadores apresentaram falsos negativos, devido a testes feitos por uma empresa privada, PCS Laboratórios, contratada emergencialmente em dezembro de 2023 para atender o programa de transplantes.

Erros nos testes e interdição do laboratório

A empresa responsável pelos exames, PCS Laboratórios, com sede em Nova Iguaçu, foi contratada para realizar a sorologia dos órgãos doados, mas teve seu contrato suspenso após a descoberta dos casos. A Anvisa interditou o laboratório nesta quinta-feira (10), após constatar que ele não possuía kits adequados para os testes e suspeitar que os resultados negativos podem ter sido forjados.

O laboratório havia sido contratado em uma licitação emergencial no valor de R$ 11 milhões. Desde então, todos os exames sorológicos de doadores estão sendo realizados pelo Hemorio, unidade de saúde estadual.

Rastreamento de novos casos

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro iniciou a reavaliação de todas as amostras de sangue de doadores armazenadas a partir de dezembro de 2023 para rastrear possíveis novos casos. Até o momento, não há relatos de novas infecções, mas as investigações continuam.

Este incidente chocante interrompe uma história de sucesso nos transplantes no Rio de Janeiro, que desde 2006 já salvou mais de 16 mil vidas. As autoridades esperam que as investigações levem à punição dos responsáveis e ao reforço da segurança nos procedimentos de transplantes no estado.

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