Os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã. A oferta inclui a possibilidade de realocar a pessoa que fornecer dados sobre instalações, equipamentos e integrantes associados ao programa, segundo o Departamento de Estado americano.
O governo dos EUA afirmou que a falta de conformidade do Irã com as obrigações de salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez a agência perder a continuidade das informações sobre a produção e os estoques de componentes importantes, como centrífugas nucleares. Esses equipamentos são usados para enriquecer urânio, que pode servir à produção de combustível para fins civis ou, em níveis próximos de 90% de pureza ou mais, à fabricação de armas nucleares.
O Irã sustenta que seu programa nuclear tem finalidade pacífica e que não pretende desenvolver uma arma nuclear. O presidente Donald Trump declarou no ano passado que as instalações nucleares iranianas haviam sido “completa e totalmente obliteradas” após uma campanha de bombardeios conduzida pelos EUA e por Israel.
Paralelamente, o comando militar americano responsável pelo Oriente Médio informou que está criando a Força-Tarefa Iron Gate, com sede em Tampa, na Flórida. A unidade trabalhará com outras agências do governo para intensificar os esforços de restrição ao transporte de armas, materiais sujeitos a sanções, equipamentos de uso dual e recursos obtidos por meios ilegais através das fronteiras iranianas.
O Comando Central dos EUA estima que o bloqueio naval de portos iranianos tenha impedido o país de exportar mais de US$ 25 bilhões em petróleo bruto. A iniciativa ocorre em meio a discussões sobre o futuro do conflito entre Washington e Teerã e à possibilidade de novas ações contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.
Trump afirmou que o Irã estaria interessado em encerrar o conflito, citando os danos à economia e às forças militares do país. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar disse que os dois lados analisavam ideias e propostas apresentadas por mediadores e que ainda havia esperança de um acordo. Uma proposta discutida por negociadores iranianos previa a reabertura do Estreito de Ormuz dois dias após os EUA atenderem a sete condições. Um entendimento preliminar alcançado em junho havia fracassado semanas depois, após a retomada de ataques iranianos contra navios e a reimplantação do bloqueio americano.


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