O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (6/11), em Brasília, da 3ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizada na sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O encontro contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e reuniu representantes do governo federal para discutir diretrizes e iniciativas voltadas ao planejamento energético nacional, com destaque para a transição energética, a ampliação do uso de fontes renováveis e o fortalecimento dos biocombustíveis.

Durante a reunião, o presidente Lula destacou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a redução do desmatamento. Segundo ele, a preservação ambiental representa uma oportunidade de geração de renda e atração de investimentos para os produtores rurais e para o país. “Precisamos começar a provar, de verdade, que preservar é melhor do que queimar ou derrubar. E o fato de preservar não significa criar problemas para o pequeno, o médio ou o grande produtor brasileiro. Hoje, possivelmente, seja mais lucrativo preservar do que derrubar para fazer pasto.

Existem possibilidades de financiamento e precisamos mostrar às pessoas as novas oportunidades que surgem na agenda ambiental. Não é mais utopia, não é mais um sonho inatingível. São políticas concretas que podem se transformar em oportunidades lucrativas para os investidores”, afirmou o presidente. O vice-presidente Geraldo Alckmin também ressaltou o protagonismo brasileiro nas agendas climática e energética. Ele destacou os resultados na redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, além da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional. “O Brasil é campeão dos biocombustíveis.

Ninguém tem 32% de etanol anidro na gasolina, só o Brasil. Outro grande tema mundial é a energia, especialmente diante da crescente demanda para atender à inteligência artificial. O Brasil é um grande protagonista, com energia limpa, renovável e abundante”, afirmou. AGRO É PARTE DA SOLUÇÃO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA Na ocasião, o ministro André de Paula destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética, ressaltando a capacidade do setor de contribuir simultaneamente para a produção de alimentos e de energia renovável. “O agro é parte da solução da transição energética, e alimento e energia se somam.

Os biocombustíveis já são o principal instrumento de descarbonização do transporte no país: há mais etanol na gasolina, com o E32 desde 1º de agosto de 2026, e mais biodiesel no diesel, com o B15 desde 1º de agosto de 2025. O mesmo campo e a mesma indústria produzem comida e energia, sem disputa entre as duas”, afirmou. O Brasil conta com um modelo de integração entre agricultura e energia renovável que reúne diferentes cadeias produtivas, com destaque para etanol, biodiesel, biometano, bioeletricidade e combustível sustentável de aviação (SAF).

Nos últimos anos, o país ampliou os percentuais de mistura dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis.