A Aena passou a administrar integralmente o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, após vencer o leilão de venda assistida com uma proposta de R$ 2,9 bilhões. A concessão seguirá válida até 2039, e a operação do terminal continua normalmente para os passageiros.
Uma das principais mudanças está no modelo de pagamento à União. A contribuição fixa prevista no contrato original foi substituída por uma parcela variável equivalente a 20% do faturamento do aeroporto, regra adotada na revisão para tornar a concessão mais atrativa.
O novo acordo também retirou a obrigação de construir uma terceira pista no Galeão. A obra fazia parte das exigências originais da concessão, mas deixou de ser responsabilidade da empresa no contrato revisado.
A relação com o Santos Dumont também foi incluída nas novas regras. O contrato prevê um mecanismo de compensação caso haja alteração no limite de passageiros permitido no aeroporto localizado na região central do Rio de Janeiro. As restrições ao Santos Dumont fazem parte de um plano elaborado pelos governos municipal, estadual e federal para redistribuir voos e recuperar o movimento do Galeão.
Depois de registrar menos de 4 milhões de passageiros em 2021, em meio aos efeitos da pandemia de Covid-19, o Galeão voltou a crescer. No ano passado, foram quase 18 milhões de embarques e desembarques, alta de 23,4% sobre 2024. Atualmente, o aeroporto opera cerca de 340 voos domésticos e 110 internacionais por dia, entre pousos e decolagens, com média aproximada de 49 mil passageiros diários.
Com a incorporação do Galeão, a Aena passou a administrar 18 aeroportos no Brasil, distribuídos por dez estados. A empresa informou que apresentará posteriormente os planos para a nova gestão do terminal carioca.


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