A Polícia Federal deflagrou, neste sábado (3), a Operação Rastilho para aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades eleitorais no Ceará. A apuração busca esclarecer se houve pagamentos em troca de apoio político e eleitoral em diferentes municípios do estado.
A operação é um desdobramento da Operação Rastro, realizada em 31 de agosto, quando foram apreendidos R$ 334 mil em espécie, além de computadores e celulares. A partir da análise desse material, as autoridades identificaram a necessidade de aprofundar a investigação sobre a origem, a movimentação e a possível destinação de recursos que ultrapassam R$ 9,8 milhões.
Também está sob apuração a possível utilização da estrutura de uma entidade sindical em práticas ilícitas. Os investigadores analisam os fluxos financeiros e as pessoas que podem estar envolvidas nos fatos investigados, sem que as suspeitas tenham sido concluídas.
Ao todo, a Justiça Eleitoral expediu 19 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé. As diligências foram realizadas antes do pleito para coletar e preservar provas contemporâneas aos fatos, especialmente sobre a eventual circulação e destinação de recursos relacionados a possíveis ilícitos eleitorais.
Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 120 mil em espécie, além de celulares, outros aparelhos eletrônicos e anotações que serão analisados. A operação conta com a participação do Ministério Público Eleitoral e da Controladoria-Geral da União, sob supervisão da Justiça Eleitoral. As investigações continuam.


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