A Parks Canada encerrará neste mês o programa de cães usados em operações de busca e resgate no Parque Nacional de Banff, nas Montanhas Rochosas. A medida elimina a única posição de condutor de cães da agência e gerou uma petição com mais de 5 mil assinaturas pela retomada do serviço.
A decisão ocorre durante um esforço do governo do primeiro-ministro Mark Carney para reduzir gastos no serviço público. A Parks Canada anunciou cortes de 145 milhões de dólares canadenses em seu orçamento e informou que centenas de funcionários serão demitidos. A agência classificou o fim do programa como uma decisão difícil e afirmou que as operações de busca e resgate continuarão por outros meios, dentro de uma modernização de sua área de fiscalização.
O programa funcionou por 55 anos e empregava cães treinados para localizar pessoas, corpos e vestígios. No inverno, os animais eram mobilizados após avalanches para procurar esquiadores e excursionistas soterrados, reduzindo o tempo de trabalho das equipes e a exposição dos socorristas ao risco de novos deslizamentos. No verão, também ajudavam a encontrar crianças que se afastavam de acampamentos e se perdiam na mata.
O último cão do programa, um pastor-alemão chamado Leroy, foi aposentado em agosto. Durante sete anos de serviço, ele ajudou a rastrear 156 pessoas, encontrou 57 desaparecidos em áreas selvagens e colaborou na solução de dois assassinatos em Banff. Um novo cão já havia sido treinado e estava pronto para atuar quando a Parks Canada comunicou o encerramento da iniciativa.
William Stevenson, deputado conservador que representa a região de Banff e iniciou a petição, disse apoiar a redução de gastos, mas afirmou que o corte pode comprometer a segurança pública. O governo respondeu que busca reduzir o déficit e garantir que os recursos públicos contribuam para o crescimento, a resiliência e o bem-estar da população. O parlamentar pretende continuar pressionando pela revisão da decisão e solicitou uma reunião com o diretor-executivo da Parks Canada.


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