Dezenas de milhares de estudantes e sindicalistas participaram de protestos em várias cidades da Itália, incluindo Roma, Milão e Nápoles. As manifestações reivindicaram ações contra o aumento do custo de vida, mais recursos para a educação e o fim dos conflitos no Oriente Médio.

O governo italiano ampliou a presença policial para conter possíveis episódios de violência. O Coliseu, em Roma, e a catedral de Milão receberam proteção especial. Em Turim, houve confrontos pontuais entre manifestantes e policiais no início de uma passeata; atos também foram realizados em Bolonha e Gênova.

A União Sindical de Base (USB) convocou uma greve geral que reuniu, além de trabalhadores de diferentes setores, caminhoneiros, taxistas e agricultores. Mobilizações recentes também questionaram a alta dos combustíveis e o aumento dos gastos militares.

Sindicatos da Itália, França, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos divulgaram um chamado conjunto pelo fim das guerras no Oriente Médio, incluindo o conflito em Gaza, e contra o uso militar de portos. A declaração defendeu que essas estruturas não sejam utilizadas para transportar armas, munições, equipamentos militares e tropas.

Na semana anterior, o governo aprovou um pacote de 175 milhões de euros para caminhoneiros, agricultores e pescadores afetados pela alta dos combustíveis associada à guerra no Oriente Médio. Desde 2000, os preços de alimentos, energia, transporte e contas domésticas pagos na Itália subiram 68%, enquanto o salário médio caiu quase 5%.

O projeto de orçamento de 2027 em discussão entre os partidos governistas inclui medidas para jovens e famílias, como um bônus anual de 2.500 euros para trabalhadores com menos de 30 anos. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou esperar que as iniciativas respondam às dificuldades enfrentadas pelos jovens, mas disse que elas não se destinam a pessoas que depredam estabelecimentos.

A adoção de medidas mais rígidas ocorre após confrontos registrados em Milão no fim de semana de 17 e 18 de outubro. Na ocasião, grupos formados principalmente por jovens saquearam lojas e quebraram vitrines. Depois dos episódios, Meloni endureceu as regras para reuniões públicas e flexibilizou as condições para a detenção de menores.