Linhas de crédito podem financiar a ampliação da produção, a compra de equipamentos, a renovação da frota, a reposição de estoques e o reforço do capital de giro. Para que o recurso contribua para o desenvolvimento da empresa sem comprometer o fluxo de caixa, a contratação precisa ser precedida por planejamento e análise da capacidade de pagamento.
O gerente de uma agência do Sicoob em Campos dos Goytacazes, Fabiano Gomes Daros, afirma que contratar crédito apenas porque ele está disponível pode aumentar o endividamento e dificultar novos investimentos. Na avaliação dele, o empresário deve definir a modalidade adequada, organizar o caixa e entender como a dívida será paga antes de concluir a operação.
O primeiro passo é estabelecer a finalidade do dinheiro. O empresário precisa avaliar se o recurso será usado para aumentar a produção, comprar ferramentas, formar estoque ou reforçar o caixa, além de verificar se a aplicação terá possibilidade de gerar retorno para o negócio.
Também é necessário calcular quanto a empresa realmente precisa. A recomendação é elaborar um projeto detalhado, levando em conta as despesas previstas e a capacidade de pagamento. Contratar todo o limite oferecido pela instituição, mesmo quando o valor ultrapassa a necessidade do negócio, pode resultar em endividamento e dificuldades para quitar as parcelas.
A escolha da linha deve considerar a finalidade da operação e não apenas a taxa de juros. Prazos, condições e custo total também precisam entrar na comparação. A antecipação de recebíveis pode ser usada para obter antes valores que seriam recebidos no futuro; operações de capital de giro atendem necessidades de curto prazo; e financiamentos mais longos podem ser avaliados para investimentos de maior porte.
O prazo do crédito deve ser compatível com o período necessário para que o dinheiro aplicado retorne ao caixa. Diferenças entre o prazo de recebimento das vendas e o vencimento das parcelas podem desequilibrar as finanças e levar a empresa a buscar novos empréstimos para cobrir compromissos anteriores.
A organização também envolve manter documentação e informações financeiras atualizadas, que são consideradas na análise da operação. Depois da aprovação, o recurso deve continuar sendo usado conforme o planejamento original, sem ser confundido com o dinheiro dos sócios.
Separar as contas da pessoa jurídica e das pessoas físicas permite acompanhar o desempenho do negócio e administrar o crédito ou o capital de giro com mais controle. A recomendação é que o dinheiro contratado permaneça direcionado às atividades empresariais previstas no planejamento.


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