Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerraram a campanha eleitoral com atos que reuniram apoiadores no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. As mobilizações ocorreram no sábado (24), último dia da disputa pelo segundo turno da Presidência da República.

No Rio, Flávio participou de uma caminhada na Barra da Tijuca, na zona oeste, acompanhado de aliados políticos e do governador eleito do estado, Douglas Ruas (PL). O trajeto, de cerca de 1 quilômetro, saiu da Praça do Ó e seguiu até a região do Condomínio Vivendas da Barra. Apoiadores vestiam roupas nas cores verde e amarelo, carregavam bandeiras de Israel e cantaram o Hino Nacional. Pela manhã, o candidato também participou de uma motocarreata em Belo Horizonte, ao lado de lideranças da direita, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Durante os eventos, Flávio agradeceu o apoio e afirmou que o país estaria unido em torno de uma mudança. Em publicação nas redes sociais, criticou o governo atual e declarou que, caso eleito, faria o possível para enfrentar problemas como a violência contra mulheres e obras inacabadas. O candidato também defendeu a inocência de um policial militar acusado de matar Ana Clara, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil em uma comunidade de Niterói, em 2021.

Lula realizou uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e de aliados. O candidato afirmou que a campanha foi marcada por mentiras atribuídas ao adversário e disse que os brasileiros desejam mudança sem retrocesso. Ele também criticou o que classificou como desmontes em áreas como cultura, educação, trabalho, saúde e infraestrutura durante o governo anterior.

O candidato do PT encerrou ainda a campanha em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Diante de militantes e simpatizantes, destacou a participação popular no segundo turno e afirmou que a eleição envolve pessoas preocupadas com o país e com a vida cotidiana da população. Lula voltou a criticar a defesa feita por Flávio do policial envolvido na morte de Ana Clara e mencionou a suposta proximidade do adversário com milícias fluminenses.