O Procon da Bahia identificou 370 ônibus de transporte público parados em quatro garagens de Salvador durante o segundo turno das eleições. A vistoria ocorreu após eleitores denunciarem o bloqueio da saída dos veículos e relatarem dificuldades para chegar aos locais de votação.
Diante da situação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato de toda a frota do transporte público da capital, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade integral para os passageiros. O presidente do tribunal, Maurício Kertzman Szporer, também determinou à Superintendência Regional da Polícia Federal a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou que os ônibus encontrados estavam parados enquanto parte da população enfrentava problemas para chegar às urnas. Ele defendeu a apuração das responsabilidades e declarou que impedir o acesso dos eleitores poderia configurar crime eleitoral.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, informou que colocou a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública à disposição para identificar policiais com habilitação categoria D, caso fosse necessário conduzir os ônibus. A Prefeitura de Salvador comunicou que determinou a liberação de todos os veículos das garagens, inclusive os que apresentassem adesivação considerada propaganda irregular.
Desde a manhã, eleitores relatavam demora e dificuldades na circulação dos ônibus. Segundo o governo baiano, a fiscalização encontrou veículos aptos para operar que permaneciam nas garagens no dia da votação.


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